Nov 5

 

Encerrando o ciclo de entrevistas com pessoas de destaque no mercado, conversamos com Ana Neves, consultora de renome internacional que preside o júri do Prêmio Intranet Portal.

Para iniciar o nosso bate-papo, gostaria que você contasse um pouco mais sobre a sua atuação.

Eu sou proprietária e consultora numa empresa portuguesa chamada knowman (http://www.knowman.pt) através da qual ajudo organizações a pensar a sua estratégia de gestão de conhecimento, a avaliar o seu estado actual e a considerar de que forma a tecnologia pode suportar as restantes iniciativas. Também sou consultora sênior na Headshift, uma empresa britânica com presença em vários pontos do globo e que se concentra na utilização de ferramentas sociais para ajudar as organizações com a gestão de conhecimento, comunicação interna, marketing, criação de serviços e produtos, etc..

Anteriormente trabalhei numa agência do Ministério da Saúde britânico onde, na equipe de gestão de conhecimento, ajudei, entre outras coisas, a definir a intranet corporativa.

Tenho tido muitas oportunidades de realizar workshops e fazer apresentações em Inglaterra, Portugal e, mais recentemente, no Brasil, onde vou tomando conhecimento de iniciativas bastante interessantes da utilização de intranets e portais corporativos.  

O que você achou da criação do Prêmio Intranet Portal?

Uma excelente iniciativa. Prêmios como este são uma excelente forma de reconhecer o trabalho de organizações que tiveram a capacidade de identificar desafios e transformá-los em oportunidades através de uma combinação eficaz de processos e tecnologia.

Também é uma forma extraordinária de alertar outras organizações para o potencial destas abordagens, bem como de dar idéias que as possa ajudar a dar o primeiro passo ou a direcionar o seu trabalho atual. 

Com sua experiência internacional, o que representa uma premiação como o Prêmio Intranet Portal? 

Quando se fala em gestão de conhecimento, e se pensa nas organizações que melhor têm investido nessa área, pensamos, por exemplo, no Prêmio MAKE. O Prêmio Intranet Portal caminha para construir referências assim, o que significa um reconhecimento pelo trabalho realizado, mas também uma ótima oportunidade de divulgar a organização e mostrar a forma como abraça a tecnologia para melhorar a qualidade do seu trabalho e otimizar o desempenho dos seus colaboradores.

É também uma excelente forma de reconhecer a intervenção, o esforço, o carisma e o sentido de visão das pessoas diretamente responsáveis pela concretização do projeto. O reconhecimento individualizado de colaboradores ainda não é uma prática corrente nas organizações: permitir que o seu trabalho seja avaliado e reconhecido externamente é uma forma simples de os desafiar, motivar e recompensar. 

Na sua visão, o mercado realmente está mais maduro para trabalhar com intranets e portais corporativos como ferramentas fundamentais de negócio? 

Não sei se o mercado está mais maduro já que ainda há uma forte inclinação para as abordagens totalmente centradas na tecnologia. E esse é um dos principais motivos pelos quais algumas das iniciativas não têm o sucesso esperado. O Prêmio Intranet Portal procura apontar claramente que se trata de uma solução multidisciplinar, onde a tecnologia é um dos elementos (mas não é o mais importante, nem o único).

No entanto, reconheço que há muito mais interesse por parte das organizações. Estas apercebem-se do papel fundamental da informação e do conhecimento e começam a olhar intranets e portais corporativos como instrumentos de suporte às suas estratégias de gestão de conhecimento e informação. 

Quais são as perspectivas de aprendizado que este Prêmio pode gerar para o mercado? O que isso pode impactar no dia-a-dia das empresas?

Ver como outras organizações olharam os seus desafios, definiram as suas estratégias, pensaram as suas atividades e concretizaram os seus projectos de intranet ou portal corporativo, é uma óptima forma de gerar idéias.

É importante destacar que as abordagens que têm sucesso numa organização não podem ser transplantadas mecanicamente para outra. Tudo é diferente: a cultura, a linguagem, os desafios, a estratégia, etc.. Assim, é vital que as organizações olhem para os premiados como inspiração e não como modelo a seguir.

Para finalizar, gostaria que você contasse um pouco mais aos nossos usuários sobre o momento atual do mercado europeu, em relação a intranets, portais corporativos e gestão de conhecimento. E, também, que tendências você vislumbra.

Do que me é dado perceber, o mercado continua a ser dominado por ferramentas que são vendidas e compradas como soluções milagrosas para todos os problemas organizacionais relacionados com a informação e o conhecimento. Assim, muitas empresas continuam a comprar “caixas” como se fossem a resposta para todos os seus problemas.

Ora as coisas não funcionam bem assim.

  1. Muitas das “caixas” não se conseguem moldar à organização que as compra e, apesar de as ferramentas tecnológicas poderem ser usadas para criar novos hábitos de trabalho, não podem pedir uma mudança radical – os colaboradores não as vão adoptar.
  2. As “caixas”, por muito boas que sejam, são apenas uma pequena parte da solução, que passa por repensar processos, atentar aos aspectos humanos da organização e rever a restante infra-estrutura da organização (o espaço de escritórios, por exemplo).
  3. As “caixas”, quando devidamente moldadas, podem até dar resposta aos problemas de hoje mas são geralmente muito pouco flexíveis o que significa que as organizações se vêem limitadas e não se conseguem aperceber da forma como a dinâmica organizacional está a mudar ou a precisar de mudar.

 Aquilo que se começa a assistir cada vez mais na Europa é a utilização de ferramentas sociais não só como facilitadoras de contacto, socialização e troca de conhecimento entre colaboradores, mas também como plataformas tecnológica para as suas intranets e portais.

Organizações como a Allen & Overy ou a BP, por exemplo, estão a utilizar plataformas de wiki para facilitar o acesso ao conhecimento e oferecer a flexibilidade necessária para suportar a evolução das respectivas organizações.

Aug 30

 

Conversamos com o Presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, uma das apoiadoras institucionais do Prêmio Intranet Portal. A entidade acaba de realizar, com grande sucesso, mais uma edição do KM Brasil (que teve a Presidenta do Prêmio, Ana Neves, como palestrante internacional) e está comemorando também a sua nova condição de OSCIP (ao invés de ONG), que permitirá a profissionalização de seus quadros e seu conseqüente fortalecimento e representatividade.

Confira a visão do Presidente da SBGC acerca da iniciativa de premiar as melhores intranets e portais corporativos do país, entendidos como elementos fundamentais para a Gestão do Conhecimento em tempos digitais:

1 - Qual a importância de uma prêmiação como o Prêmio Intranet Portal para o mercado?

A maior é reconhecer explicitamente, através do prêmio, o esforço de natureza estratégica e tecnlógica que as empresas têm feito no sentido de utilizar o portal corporativo como ferramenta crucial na relação com seu conjunto de stakeholders (clientes, funcionários, fornecedores, mercado como um todo incluindo concorrentes, governo e sociedade). Sobretudo, aqueles que afetam os processos organizacionais. Certamente, estas empresas estão fazendo um uso estratégico do conceito do portal e precisam ser reconhecidas como benchmarking para outras organizações, daí a importância de um prêmio formal e estruturado em bases técnicas.

2- Qual é o papel das intranets e portais corporativos, atualmente, nos negócios?
Minha visão pessoal é que, com a evolução dos modelos de gestão, cada vez mais incorporando novas tecnologias, sobretudo as  TICs, a  intranet corporativa terá um papel cada vez mais estratégico na gestão
dos negócios, não só permitindo a integração dos processos, como a gestão de projetos em equipe, e apoio à interatividade nos ambientes colaborativos.
Aug 5

 

Roberto Dariva, membro do board da premiação, é o sócio-fundador da Navita, que atua no segmento de ferramentas tecnológicas para construção de intranets e portais corporativos. A seguir, um pouco da visão de Dariva sobre o prêmio e o mercado:

1 - Qual o papel do Prêmio em um mercado em rápida maturação, como o de intranets e portais?

É bom termos premiações para estimular as empresas a investirem na construção de portais corporativos completos e bem estruturados. Acho que esse tipo de premiação contribui para a maturidade do mercado. E o prêmio não é só o reconhecimento - a parte mais interessante será o evento e a coletânea dos cases vencedores, que permitirão o compartilhamento de conhecimento.

2 - A Navita tem investido em integração de intranets com dispositivos móveis. O Futuro está mesmo além do desktop?

Sem dúvida. Note que quase todo mundo tem um celular. Acredito que estamos no mesmo momento de maturidade para mobilidade que estávamos para a web em 1994 ou 1995. Nem tudo vai migrar para os terminais móveis (sejam celulares, smartphone ou qualquer outra coisa que surja), mas atualmente o “push e-mail”, por exemplo, é uma funcionalidade que a massa já começa a ter. Já estamos levando para mobile alguns processos de nossos clientes, principalmente envolvendo o momento das aprovações, utilizando BlackBerry integrado ao portal. E investimos para que a nova versão do Navita Portal, recém-lançado, que permite a construção de portais móveis de forma intuitiva e visual, reutilizando o mesmo conteúdo das páginas web do portal que o colaborador acessa no desktop ou notebook.

3 - Além do apoio ao prêmio, quais são os planos de sua empresa este ano?

Estamos reformulando e lançamento um novo programa de canais, com novos benefícios para as empresas parceiras em projetos de portais (agências web, integradoras, datacenters, etc). E estamos com relacionamentos fortes em diversos países da América Latina para começar a expandir este nosso programa de parcerias. Além disso, estamos trabalhando muito próximo dos parceiros estratégicos como RIM, Nokia e Operadoras de telefonia celular.8

Jul 25

 

Nosso entrevistado de hoje é o fundador da Palavra-Chave, especializada em conteúdo para meios digitais, que também integra o Board da premiação. Com a palavra, Daniel Aisenberg:

1 - Como você vê a importância do Prêmio?

É um reconhecimento merecido ao valor das intranets e portais corporativos, que ganham cada vez mais relevância e recursos nas empresas. O aculturamento de um mercado demora muito tempo, mas parece que a sina de “primo pobre” desse canal finalmente começa a ficar no passado. É surpreendente que o Brasil ainda não tivesse um prêmio como esse do Intranet Portal, mas é assim que funcionam as grandes idéias: você se pergunta como ninguém pensou nisso antes.

2 - O que uma boa gestão de conteúdo agrega para as corporações?

É sempre bom repetir que gestão de conteúdo vai muito além da redação e publicação de textos. Também não se resume a uma ferramenta ou plataforma tecnológica. Estamos falando de um processo, que organiza e e facilita a autoria, publicação e distribuição de conteúdo na empresa - entre outras etapas menos lembradas como arquivamento e expiração. As empresas só têm a ganhar quando a informação flui melhor, a comunicação atinge o alvo e o conhecimento é disseminado, sem caixas-pretas. A gestão de conteúdo é um dos instrumentos para que tudo isso aconteça.

3 - Além de sua participação no Board, para onde você está direcionando o trabalho de sua empres e quais as perspectivas para este ano?

A Palavra-Chave está assumindo a gestão de conteúdo da intranet da El Paso - que atua na área de petróleo e gás - depois de ter projetado sua nova arquitetura de informação e reformulado todo seu conteúdo. Outra conquista recente é o NoAzul, um site de finanças pessoais da Funcef, fundo de pensão da Caixa Econômica Federal. Nos próximos meses, vamos reforçar a produção de conteúdo multimídia (ex.: tutoriais animados e vídeos) e divulgar mais nossa atuação em treinamento in-company. Recentemente, por exemplo, demos um curso de webwriting na Firjan, e já agendamos novas turmas na Petrobras e no Sesi Nacional. Isso só reforça que as organizações estão despertando para a necessidade de capacitar seus funcionários, nas mais diversas áreas, a manter seus canais on-line vivos e alinhados ao negócio.

Jul 16

 

Hoje conversamos com André Matos, membro do Board do Prêmio e sócio-diretor da Lumis. Sua empresa nasceu na incubadora da PUC-RJ e hoje alcança uma invejável posição no mercado nacional de ferramenta para portais com o seu Lumis Portal Suite. Portanto, estamos falando não só de alguém que faz acontecer, mas também de um ator privilegiado, que vem acompanhando de muito perto a evolução do segmento nos últimos anos.

1 - Qual a importância do Prêmio Intranet Portal para o mercado?

Uma premiação como esta é uma forma efetiva de dar visibilidade aos bons projetos de portais que estão sendo feitos hoje no Brasil. Essa visibilidade é importante, pois ajuda a disseminar as melhores práticas nesses projetos. Quem for ao evento de premiação terá a oportunidade de conhecer de perto exemplos de portais que trazem benefícios reais para suas empresas.

2 - Qual a sua avaliação da maturidade de intranets e portais corporativos no país?

Nós vemos o mercado se tornando cada vez mais maduro. Há pouco tempo ainda haviam muitas incertezas no mercado em relação a como os portais poderiam trazer benefícios reais. Hoje, vemos que isso está mais claro para muitas empresas, seus portais estão sendo desenvolvidos desde o início com objetivos bem definidos e alinhados com a estratégia do negócio.

3 - Além do apoio ao prêmio, quais são os planos de sua empresa para este ano?

Este ano, nossos principais objetivos são continuar consolidando nossa posição como um dos três principais fornecedores de plataformas de portais no Brasil e nos preparar para expandir nossa atuação para fora do país.

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